Prova Objetiva RELATO REAL DE ALGUÉM QUE ESTUDAVA E TRABALHAVA

Prova ObjetivaOlá, pessoal. Victor Linhares aqui. Recebi alguns e-mails pedindo para que fosse falado sobre a prova objetiva da Defensoria Pública. Sendo assim, peço licença para contar um pouco de como foi meu estudo até a aprovação na DPE-AP e DPE-MA.

Em apertadíssima síntese, explicarei como estudei para a prova objetiva, o que não quer dizer que o meu método esteja certo e o que você utiliza esteja errado. Estudar é, sem dúvidas, umas das tarefas mais difíceis.

Muito se fala em estudar, mas pouco se fala em como estudar. Até hoje eu não sei o método correto de estudar, eu só sei que eu estudava (e estudo), mas também não sei se estou correto. Então muito humildemente relato aqui como foi minha preparação para a prova objetiva, e reforço que estou completamente aberto a críticas e disposto a aprender.

Bem, eu trabalho das 11h às 18h, então sempre estudava pela noite (para mim, o melhor horário; eu tinha paz, silêncio, menos mosquitos kkk, etc).

Iniciava geralmente às 19h, às vezes mais cedo. Não tinha um horário certo p/ terminar. Às vezes, em razão do cansaço, estudava até umas 00:00, mas dava intervalos para comer, ver o Whassap, falar ao telefone com minha esposa, ir ao banheiro, tomar água, ver o Instagram (meu deus, eu amo o instagram) etc, afinal ninguém é máquina. Mas com edital aberto eu sempre tentava esticar mais (até onde a dor nas costas deixava).

Com relação à metodologia, eu já havia feito um curso em vídeo-aula para carreiras jurídicas e já havia estudado para concursos de Tribunais (técnico, analista, oficial de justiça, etc), então eu tinha mais ou menos o know-how de como estudar sem precisar de coach ou orientador, mas sempre procurei ajuda dos amigos experientes.

Resolvi estudar por livros (sinopses, doutrina, resumos), e sempre resolvia bastante questões (não me pergunte quantas, eu não me importo com números). Confesso que só lia mesmo a Lei quando estava na véspera da prova. Criava um cronograma louco de ler cada código em 2 dias (exceto o Codigo Civil, que tentava ler em 3 dias). Claro que era uma leitura completamente superficial, eu não sou o The Flash. E todos os dias eu resolvia questões no site Qconcursos e fazia diversas anotações em cadernos escritos. Quando ficava bem perto da prova objetiva eu ficava lendo esses cadernos como se não existisse o amanhã. Comecei a perceber o que caía mais, e foquei nesses assuntos.

Além disso, focava na parte que menos sabia (por exemplo, lia a Lei de Locações, Parcelamento do Solo, 8.666 etc). O estudo era basicamente esse, todos os dias, mesmo em feriados e em finais de semana. Mas eu também tirava tempo p/ descanso e família (isso é indispensável).

Amigos, acreditem: concurso não é tudo na vida. Ter saúde, uma família, um amor e um tempinho para cerveja se chama vida real, então, pense nisso também!

As provas da Defensoria Pública geralmente exigem uma postura crítica do candidato, além do conhecimento básico de jurisprudência e letra da lei. Então é natural que no estudo para esse tipo de concurso você leia alguns autores que despertem a visão crítica das coisas, principalmente em matérias como criminologia, execução penal, direitos penal e direitos humanos.

Como todos sabem, o estudo para concurso de Carreiras Jurídicas está alicerçado em três pilares: lei, jurisprudência e doutrina. E quando se estuda para primeira fase, já se está estudando automaticamente para as demais fases. O que não pode acontecer (e eu ouço sempre) é o candidato que não passou na primeira fase preocupado com a prova oral (que é a terceira fase). Uma preocupação por vez. Nada de sofrer por antecedência.

É isso, espero que tenham gostado.

Um abraço a todos.

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